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Notícia

Planejamento sustentável alinhado nas três camadas de gestão

Para implementar a cultura ESG é preciso considerar as três camadas de gestão: estratégica, tática e operacional

A implementação da cultura ESG nas instituições depende do envolvimento de todos os colaboradores, considerando as três camadas de gestão: estratégica, tática e operacional.

Esse alinhamento é essencial para que o planejamento sustentável — entendido como uma ferramenta que orienta propósitos e ações voltadas ao crescimento da empresa em harmonia com o meio ambiente e a sociedade — seja plenamente compreendido, apoiado e colocado em prática de forma eficaz. Assim, cada camada desempenha um papel distinto, mas complementar, no sucesso organizacional.

Ao abordar os níveis de gestão no planejamento sustentável, compreende-se a gestão estratégica como a responsável por apontar a direção da organização, definindo a visão, a missão e os valores que fortalecem a transparência na governança, as práticas de redução de carbono e a inclusão social. Além disso, esse nível estabelece metas de longo prazo e realiza uma análise constante da cultura organizacional.

Já na gestão tática, a responsabilidade é averiguar e garantir a coordenação das equipes, possibilitando o entendimento das metas em cada setor. Neste nível, as ações são de médio prazo, e uma comunicação assertiva, intrinsecamente fundamental, traduz e detalha o plano estratégico em ações concretas, facilitando o entendimento e a execução dos objetivos.

Por fim, a gestão operacional é focada na implementação prática e no monitoramento contínuo. Embora as ações e metas de médio e longo prazo sejam executadas nesta camada em prazos curtos, ela apresenta um alto nível de risco. Nesse sentido, falhas nos processos e sistemas comprometem os objetivos definidos nos níveis mais elevados do planejamento.

Um estudo apresentado pela Valor Econômico, realizado pela consultoria Ekantika, revelou que de 40% a 60% dos planos estratégicos das empresas brasileiras não atingem os resultados esperados, mesmo quando o planejamento é bem feito. Entre os principais motivos estão as atividades rotineiras do dia a dia, fatores externos e, naturalmente, a lacuna entre teoria e prática.

Dessa forma, para que a dinâmica de trabalho e as metas sejam praticadas estrategicamente, torna-se imprescindível a implementação de um compliance que garanta o cumprimento das normas, políticas e diretrizes da organização como um todo. Diante disso, os resultados poderão trazer efetivas conexões entre planejamento e práticas sustentáveis em todas camadas de gestão.

Como exemplo, destaca-se a identificação criteriosa de atividades rotineiras passíveis de extinção, realocação ou mesmo automação, com o intuito de aprimorar a eficiência e conferir maior fluidez à dinâmica operacional da instituição.

Na obra “ESG: O presente e o futuro das empresas”, de Ricardo Ribeiro Alves, destacam-se o envolvimento da alta administração, além das políticas e procedimentos internos para atendimento aos padrões da certificação.

Ressalta-se também a importância dos treinamentos, da comunicação, dos registros, dos controles internos, dos canais de denúncia e da melhoria contínua como pontos que o compliance deve observar no cotidiano das atividades.

Esses pontos são essenciais para que os três níveis de atuação estejam em conformidade com o planejamento sustentável da organização, seja ela pública ou privada.