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Notícia

Do confronto ao crescimento: o poder da crítica bem usada

A reação diante de uma crítica no trabalho é tão estratégico quanto dominar um conhecimento técnico

Saber lidar com críticas no trabalho é tão estratégico quanto dominar ferramentas, processos ou indicadores. Elas surgem em reuniões, e-mails, avaliações formais e, muitas vezes, nas entrelinhas. A diferença entre tropeçar e avançar está na leitura do recado: crítica é insumo para melhoria, não sentença sobre quem você é. Profissionais que entendem isso evoluem mais rápido, ajustam rotas com agilidade e entregam melhor.

O primeiro passo é separar conteúdo de emoção. Antes de reagir, avalie a origem e a intenção. Existem críticas técnicas (sobre entregas e resultados), de desenvolvimento (postura, comunicação, colaboração) e as destrutivas (ataques pessoais, vieses, generalizações). Um filtro simples ajuda: quem fala (fonte), com base em quê (dados ou achismos), para quê (ajudar ou punir), com que frequência (episódio ou padrão) e com qual impacto (o que muda na prática). Saiba que nem toda crítica merece o mesmo peso nem a mesma resposta; não é mesmo?

A escuta ativa é meio caminho andado. Respire, não interrompa e peça exemplos concretos: “Em qual situação isso aconteceu?”. Refrasear evita ruídos: “Então, no projeto X, o prazo estourou porque faltou minha validação?”. Uma técnica útil é o SBI (Situação–Comportamento–Impacto): localize o fato, descreva o comportamento observado e entenda o efeito. Em seguida, leve a conversa para o futuro: “O que você espera daqui para frente?”. Isso transforma tensão em plano.

É importante destacar que responder com maturidade não significa concordar com tudo. Agradeça o retorno, alinhe expectativas e proponha próximos passos como o quê, como e quando. Se a crítica procede, assuma responsabilidade e combine ajustes. Se discorda, apresente dados com respeito: “Minha leitura é diferente por A, B e C; podemos revisar juntos?”. Registrar acordos por escrito, como um e-mail curto, reduz ruídos e dá previsibilidade.

Há limites claros. Críticas que humilham, rotulam ou atacam identidades não são feedback, mas violência. Nesses casos, estabeleça fronteiras com firmeza e respeito: “Posso conversar sobre fatos e soluções, não sobre adjetivos pessoais”. Se o padrão persistir, acione canais formais (liderança, RH, compliance), afinal cuidar da saúde mental também é de sua responsabilidade.

O clima organizacional vem do topo. Times com segurança psicológica dão e recebem feedback com naturalidade, em rituais claros (1:1, retrospectivas, 360º) e linguagem acordada (critique ideias, não pessoas). Treinar escuta, CNV (Comunicação Não Violenta) e gestão de conflitos tira o tema do improviso. Crítica bem tratada vira vantagem competitiva, afinal melhora processos, reduz retrabalho, acelera decisões e amadurece a cultura.